Em Dantes Inferno o jogador parte em uma batalha alucinada para destruir Lúcifer em um mundo subterrâneo povoado por seres grotescos e desfigurados. Só nos resta saber se essa viagem ao inferno é boa o suficiente para levar esse título a um lugar ao topo do paraíso.
Confira os fatos!
Aqui o jogador assume o papel do próprio Dante viajando através dos nove círculos do Inferno de Dante Alighieri – limbo, luxúria, gula, avareza, ira, heresia, violência, fraude e traição. A jornada de Dante é impulsionada pelo desejo de recuperar a alma de sua amada Beatriz, após ter sido arrastada pelos portões do inferno de Lúcifer.
De início temos a disposição como arma uma lança comum para derrotarmos os oponentes, até termos a oportunidade de encontrar a própria Morte. Isso mesmo uma batalha sangrenta é travada contra a Morte, e após derrotá-la sua Foice passa a ser sua principal arma no jogo.
A Foice tem um poder de devastação brutal e mutila vários inimigos ao mesmo tempo, além de agarrá-los ou perfurá-los. Mas não é a única arma disponível. Dante também adquire a Cruz Sagrada, que é utilizada para ataques mágicos, que vão sendo adquiridos no decorrer da jogatina, serve como item na resolução de alguns enigmas e também tem um papel preponderante no desenrolar da narrativa.
Os inimigos possuem um design impressionante em um ambiente totalmente dominado por prostitutas que vendiam seus corpos enquanto estavam vivas e são punidas por terem vendido sua alma em vida após a morte. A presença eminente deste tipo de personagem dentro do jogo contribui para uma viagem assustadora e repugnante. Essas prostitutas são focadas nas fases sobre a luxúria, que além dessas mulheres trazem também monstros medonhos e obesos.
Na verdade a gama de inimigos é bem variada e cada um deles representa como já citamos anteriormente o limbo, luxúria, gula, avareza, ira, heresia, violência, fraude e traição, mas isso é bem legal no inicio do jogo e depois mais adiante vai se tornando previsível e perde um pouco a graça.
Isso também acontece com os quebra cabeças existentes dentro de Dantes Inferno. Eles estão presentes apenas para retardar o seu progresso ao invés de oferecer alguma bonificação ao ritmo do jogo. Grande parte do tempo, a resistência é a única ferramenta que você vai precisar para concluir estes testes. As poucas vezes que eles forçam o jogador a pensar só reforçam a má concepção desses enigmas. Dificuldade só existe porque a câmara não quer mostrar o que você precisa ver para resolver o problema ou destaca uma área que não é importante.
A maior parte do jogo se concentra na eliminação de almas abandonadas e suas batalhas são realmente muito parecidas com God of War e isso fica claro com os Quick Time Events – os movimentos de finalização marcados por uma sequência de botões. O que torna o jogo mais forte é que você adquire almas para cada inimigo abatido e esses pontos servem para atualizar seus ataques.
A maioria das lutas é fácil, mas os ataques podem ser dominados. Com grande frequência, Dante será preso em uma cadeia de inimigos que é impossível sair, porque podem atacá-lo mesmo quando você está deitado de bruços no chão. É possível perder metade de sua barra de vida ou mais nestas situações irritantes, que faz a diversão se tornar meio frustrante.
O legal em determinadas batalhas é a possibilidade de dominar gigantes, por exemplo. Geralmente eles são controlados por um demônio montado em cima de sua cabeça. Após a batalha executamos esse demônio e passamos a controlar o gigante. No controle do monstrengo podemos pisar nos inimigos, esmagá-los com as mãos, ou porque não agarrá-los e mastigar um de cada vez.
Apesar disso, Dantes Inferno não conseguiu igualar o ritmo frenético encontrado no início de sua aventura, pois poderia ter sido uma alternativa válida para manter o padrão de jogo igualado do início ao fim, o que resulta em uma aventura repetitiva e sem inspiração, ou seja, é divertido nas primeiras horas de jogo depois não tem muita graça porque você não vai encontrar muita coisa nova mais adiante. Honestamente o inferno não é um bom local para se visitar.