Se há nome que os jogadores do Playstation 3 aprenderam a respeitar desde que o console foi lançado, esse nome é Insomniac Games. A companhia liderada por Ted Price ameaça chegar a um ponto onde pode ser considerada como sinônimo de Playstation 3, tal é qualidade e o talento revelado nos seus trabalhos. A Insomniac já conta no seu currículo com dois títulos, para o Playstation 3 e agora chega a hora de recebermos o seu título mais aguardado, Resistance 2.
Confira os fatos!
Resistance: Fall of Man deu aos fãs do Playstation 3 uma espécie de iniciação ao mundo dos jogos online. Desde que Resistance foi lançado muito mudou e evoluiu e agora vamos saber o quanto. Em Resistance 2 vamos assistir a luta da humanidade contra os quimeras e depois da luta na Europa, começa a invasão da América. Nathan Hale deve proteger a humanidade lutando contra os invasores, ou pelo menos tem que garantir que não se tornem um deles. Não vamos adiantar nada sobre a história que possa estragar sua experiência, apenas vamos referir que Resistance 2 tem um início exatamente onde o original termina.
Isto é o ponto de partida para uma campanha arrebatadora e incrível cujo tom épico ergue-se a um nível apenas equiparável à necessidade da humanidade resistir. Vamos percorrer várias cidades Americanas completamente devastadas pela invasão numa tentativa de restituir a esperança. Repleto de seções fantásticas e de momentos que nos deixam extasiados, a campanha de Resistance oferece uma experiência solo incrível, é imponente e está repleta de momentos memoráveis. As lutas e os acontecimentos nos quais Nathan se envolve estão entre o melhor que já vimos nesta geração e a palavra épico deverá ser suficiente para descrever. Um dos focos principais foi a dimensão e escala no decorrer do jogo, pois será perceptível a todo momento a sensação de que somos muito pequenos perante o que acontece à nossa volta.
Se a cara pálida de Hale e o tom acastanhado ou acinzentado que prevalecia no primeiro jogo foi algo que pouco impressionou, em Resistance 2 temos um mundo repleto de cor. Será difícil não ficarem impressionados com o visual de Resistance 2. Nem sequer é preciso pertencerem a esse quadro de jogadores para quem a qualidade visual é mais importante que a soma de todos os fatores restantes, Resistance 2 torna fácil a tarefa de nos impressionar.
Quer seja pelos cenários e ambientes mais ricos, mais épicos e mais imponentes, quer seja pelas cores e pelos efeitos de iluminação verdadeiramente surpreendentes, quer seja pela construção e design dos níveis ou nos detalhes nos inimigos, é muito difícil oferecer resistência neste aspecto. O tempo investido no trabalho para aprender a melhorar e manusear o console mostra os frutos desse tempo investido e a Insomniac está de parabéns, Resistance 2 graficamente é um dos melhores jogos presentes no Playstation 3 até o presente momento.
No entanto, nada é perfeito e Resistance 2 mostra alguns pequenos problemas em determinados pontos do jogo. Por duas vezes o frame do jogo baixou quando tinhamos muitos inimigos no jogo ao longo de uma campanha de 10 horas onde confrontos intensos são frequentes. Algo que é mais frequente é o jogo ter uma pequena pausa quando recomeçamos após morrer em uma zona de confrontos intensos. Estes são os únicos problemas que poderão eventualmente surgir no caminho.
Um dos maiores dotes dos quimeras é a sua avançada tecnologia, o que aliado à sua inteligência faz com que sejam inimigos terríveis. Resistance 2 apresenta uma inteligência artificial muito competente e digna dos que gostam de grandes desafios. Com esses momentos grandiosos associados às lutas com as criaturas de maior porte, e com alguns novos como os camaleões, deixa o jogo definitivamente grandioso.
Os dotes dos quimeras também nos permitem conhecer a um variado e inovador arsenal. Qualquer um que esteja minimamente familiarizado com a Insomniac sabe que um dos seus principais dotes é a criação de armas surpreendentes e inovadoras. Resistance 2 traz armas do primeiro jogo e algumas novas. Cada arma além do disparo principal, tem ainda um disparo secundário que destaca o distinguir da arma. Caso da Bullseye que com o disparo secundário cola uma bola de sinalização no alvo que é seguído por todos os tiros principais automaticamente sem fazer mira, até desviando de paredes e obstáculos. Fruto da superior inteligência e armamento dos quimeras que também nos trazem armas como a Auger que nos permite disparar tiros que passam pelas paredes e outras armas que se tornam divertidas de usar. As armas também são visualmente um dos pontos altos do jogo, o alto detalhe e o fantástico design ajudam a se tornarem facilmente reconhecíveis.
Maior, melhor e mais violento é assim que Resistance 2 surge. A Insomniac aumentou o nível de violência e é frequente ver corpos serem perfurados, maior quantidade de sangue e ainda corpos mutilados. Também temos alguma culpa no cartório pois graças as armas como a novíssima Splicer podemos causar sérios danos nos inimigos. Esta arma lança mini-serras que cortam tudo o que aparece na sua frente, por isso não se assustem quando começarem a ver braços, pernas ou cabeças voando. Tudo por uma causa justa.
O modo campanha de Resistance 2 oferece uma boa duração e o valor de repetição é elevado, se bem que experiências como esta dependem muito do primeiro impacto. Em prol de uma maior sensação de dinamismo, que depende da urgência que os acontecimentos aparecem, os níveis são bastante lineares mas apenas acabam por reforçar a fluidez e intensidade da ação. Uma vez completo o modo campanha, nos resta o modo online e o novo modo cooperativo.
Jogar a campanha em modo cooperativo poderia ser algo fascinante mas a Insomniac preferiu manter essa experiência intacta, e oferece-nos a possibilidade de oito jogadores entrarem na mesma sala para jogarem em modo cooperativo online. Com histórias paralelas à da principal, vamos assumir o papel de um soldado que podemos personalizar e vamos enfrentar os quimeras. No entanto, não estamos perante um simples modo cooperativo onde apenas temos que carregar o gatilho e despachar os inimigos. Neste modo cooperativo temos que tirar o melhor proveito das três classes disponíveis. Os soldados tem maior poder de fogo e são os combatentes, os médicos tem como função apoiar e restituir a energia dos demais companheiros, enquanto que o membro das forças especiais deve se manter afastado e reabastecer as munições dos amigos. Acreditem que é muito importante ter uma equipe equilibrada e bem habituada senão podem obter a derrota facilmente.
Os mapas, tal como o modo competitivo, são localizados em zonas que Hale passa durante a campanha. Locais enormes que devem percorrer de uma ponta a outra para triunfar e não permitir que os quimeras conquistem o local. Espalhados pela América e Europa, cada mapa tem ainda algumas variações por isso será preciso que joguem várias vezes no mesmo lugar para os conhecerem melhor. Cada inimigo derrotado, ou companheiro que ajudem, oferece pontos de experiência que os ajudam a subir de nível de forma a obter novos itens ou armas para personalizarem seu soldado.
O modo online de Resistance 2 da a possibilidade de colocar em prática a nossa destreza em vários modos diferentes. Modos como todos contra todos, todos contra todos em equipes ou o modo capture a bandeira estão de volta e continuam tão divertidos e dinâmicos quanto os fãs adoram. Perante o tamanho dos mapas e da quantidade de jogadores presentes quem sofre é a qualidade visual mas que se mantém a mesma por um bom tempo.
Resistance 2 não é perfeito mas é um dos melhores jogos que tive o prazer de jogar no Playstation 3 e nesta geração, quanto a isso não há forma de contornar. A nota não significa perfeição, significa a qualidade do jogo que o permite distinguir-se dos demais no seu gênero. A campanha épica por si só já seria suficiente para garantir a sua alta qualidade mas a Insomniac nos da os modos cooperativos e competitivos que elevam o jogo a um patamar superior. Resistance 2 é um jogo épico que merece estar em sua prateleria.